Certo dia eu conversava com ela
Sobre que eu adimirava
Comecei as revelações por aquilo que me apaixonava
Gosto do rock dos Titãs, das letras do Arnaldo
Da harmonia do Tom e da voz encravada do Chico
Gosto da beleza redundante na voz da Elis
Beleza capaz de alegrar qualquer momento gris
O swing do Djavan me agrada
Me faz mexer o corpo, nada parecido com o que se chama de dançar
Mas o que eu mais admirava era aquele momento
Compartilhar com ela aquilo que só se passa na minha cabeça
Ah! Essa distância que me maltrata
Se perto estivesse tudo isso seria muito mais do que um simples sonho
sexta-feira, maio 30, 2008
quinta-feira, maio 29, 2008
Onde quero estar
Estou submerso no mar da saudade
Me afogando em meus próprios pensamentos
Ao acordar me lembro dela
Me deito pensando nela
Meu coração se desprende de mim
Quer encontrá-la
Oh! Meu Deus como eu quero ir junto com meu coração
Não leves somente ele, leva também a mim
Vivi tempos de desamor
Sofri amarguras e desventuras
Agora Tu me dás a oportunidade de vislumbrar o futuro
Não retires de mim a Tua esperança
Irei cultivar a semente de um belo porvir
Ao lado dela
Não só meu pensamento
Nem apenas meu coração
Mas por inteiro
Eu, apenas eu
Me afogando em meus próprios pensamentos
Ao acordar me lembro dela
Me deito pensando nela
Meu coração se desprende de mim
Quer encontrá-la
Oh! Meu Deus como eu quero ir junto com meu coração
Não leves somente ele, leva também a mim
Vivi tempos de desamor
Sofri amarguras e desventuras
Agora Tu me dás a oportunidade de vislumbrar o futuro
Não retires de mim a Tua esperança
Irei cultivar a semente de um belo porvir
Ao lado dela
Não só meu pensamento
Nem apenas meu coração
Mas por inteiro
Eu, apenas eu
terça-feira, maio 27, 2008
Releitura de Galeano
Depois de tempos sem postar aqui vai algo me veio na noite passada. É uma releitura de Eduardo Galeano.
"Não consigo dormir. Há uma mulher atravessada em minhas pálpebras. Se pudesse, pedirira que ficasse; mas ela aparece apenas atravessada nos meus sonhos. Assim, a deixo ficar. Melhor sonhar com ela do que dormir só".
"Não consigo dormir. Há uma mulher atravessada em minhas pálpebras. Se pudesse, pedirira que ficasse; mas ela aparece apenas atravessada nos meus sonhos. Assim, a deixo ficar. Melhor sonhar com ela do que dormir só".
segunda-feira, novembro 19, 2007
Para Fabiana
Ó ser distante que tão presentes te fazer nas horas finais.
Esteja contigo a paz que o mundo desconhece.
E transborde em ti a alegria.
Ah, a alegria! Esse fruto proibido para quem tem no mal seu prazer.
Mas tu, ó ser distante, te sustentas em fazer o bem.
O bem àqueles que te cercam.
Incrível, pois o fazes também a mim, que de muito longe te admiro.
Ó ser distante, que a tua distância e as léguas que de ti me separam,
Não permitam que o teu companheirismo desapareça.
Pois, os amigos que em ti confiam,
Carecem de ouvir de ti as mais inconclusivas e instigantes palavras.
Esteja contigo a paz que o mundo desconhece.
E transborde em ti a alegria.
Ah, a alegria! Esse fruto proibido para quem tem no mal seu prazer.
Mas tu, ó ser distante, te sustentas em fazer o bem.
O bem àqueles que te cercam.
Incrível, pois o fazes também a mim, que de muito longe te admiro.
Ó ser distante, que a tua distância e as léguas que de ti me separam,
Não permitam que o teu companheirismo desapareça.
Pois, os amigos que em ti confiam,
Carecem de ouvir de ti as mais inconclusivas e instigantes palavras.
segunda-feira, junho 18, 2007
A Espera
Olho para o mar e sinto o seu chamado.
Levo minha jangada até ele, e começo a navegar.
Quer o amigo mar que eu me entregue e deixe tudo pra trás.
Não! Minha natureza não permite, meu coração não quer.
Permaneço navegando tendo o sol e o mar como companheiros.
Em minhas profundas reflexões, recebo dos dois belos conselhos,
E passo a tê-los não só como companheiros, mas também como guias.
A vida me passa pela cabeça, em minha jornada no mar. Procuro respostas.
Quando finalmente todas as preocupações e ansiedade de desprendem de mim.
Meus olhos encontram deitada na praia, a mais bela morena.
Sopra o vento para alvoroçar seus cabelos.
Quero eu trocar a companhia do sol e do mar, deixar de navegar.
Me jogar nos braços da morena. Mas não posso.
Enquanto o coração manda que largue tudo para abraçá-la, a razão diz que não é o tempo
Quem seguir? Não sei. Não tenho a resposta. E tão breve não a terei.
Mas meu coração ainda quer a bela morena.
E enquanto o tempo não chega decido apenas observá-la.
De bem longe, de cima de minha jangada.
Até que ela veja da praia que alguém a espera.
Levo minha jangada até ele, e começo a navegar.
Quer o amigo mar que eu me entregue e deixe tudo pra trás.
Não! Minha natureza não permite, meu coração não quer.
Permaneço navegando tendo o sol e o mar como companheiros.
Em minhas profundas reflexões, recebo dos dois belos conselhos,
E passo a tê-los não só como companheiros, mas também como guias.
A vida me passa pela cabeça, em minha jornada no mar. Procuro respostas.
Quando finalmente todas as preocupações e ansiedade de desprendem de mim.
Meus olhos encontram deitada na praia, a mais bela morena.
Sopra o vento para alvoroçar seus cabelos.
Quero eu trocar a companhia do sol e do mar, deixar de navegar.
Me jogar nos braços da morena. Mas não posso.
Enquanto o coração manda que largue tudo para abraçá-la, a razão diz que não é o tempo
Quem seguir? Não sei. Não tenho a resposta. E tão breve não a terei.
Mas meu coração ainda quer a bela morena.
E enquanto o tempo não chega decido apenas observá-la.
De bem longe, de cima de minha jangada.
Até que ela veja da praia que alguém a espera.
segunda-feira, maio 28, 2007
Janela sobre uma mulher/1
Abro espaço para um texto clássico, que, de vez em quando, me faz refletir.
“Esa mujer es una casa secreta.
En sus rincones, guarda voces y esconde fantasmas.
En las noches de invierno, humea.
Quien en ella entra, dicen, nunca más sale.
Yo atravieso el hondo foso que la rodea. En esa casa seré habitado. En ella me espera el vino que me beberá. Muy suavemente golpeo la puerta, y espero.”
Eduardo Galeano, Mujeres
“Esa mujer es una casa secreta.
En sus rincones, guarda voces y esconde fantasmas.
En las noches de invierno, humea.
Quien en ella entra, dicen, nunca más sale.
Yo atravieso el hondo foso que la rodea. En esa casa seré habitado. En ella me espera el vino que me beberá. Muy suavemente golpeo la puerta, y espero.”
Eduardo Galeano, Mujeres
segunda-feira, maio 07, 2007
Foi por causa de um gesto
Mais um conto. Fazia tempo que eu não postava nada aqui. Talvez ele precise de correção, mas depois eu vejo isso. Fique a vontade.
Eu não sou um assassino e quero deixar isso bem claro. Tudo bem, concordo que tenho sido um pouco cruel ultimamente. Mas nunca cometi nenhum ato de insanidade, ou que não soubesse as consequências.
Sempre vivi tranquilamente, em paz com todos os homens e mulheres, aliás, sou um defensor ferrenho do respeito ao próximo. Isso até conhecer aquela mulher terrível. Eu até gostava dela - no começo de nossa relação, apenas - mas aos poucos fui me afastando.
Me afastei sim, por causa um gesto apenas. Era um gesto displicente, ingênuo, mas que não retrava a verdadeira personalidade daquela mulher. É verdade! Pode te parecer estranho, mas tente se colocar em meu lugar e ter que conviver com esse gesto quase que diariamente.
Não sei como cheguei a tal ponto. Mas tente entender qual o motivo pode levar uma mulher casada, com seus dois filhos crescidos, com muitas posses, se permitir ato tão infantil. Seu pequeno gesto me deixava tão enfurecido que coisas terríveis me passaram pela mente.
Está certo. Nem sempre fui bom pra ela. E naquela semana fui um sangüinário ao cortar sua cabeça. Passei dias, tempos, pensando em como fazer isso, esperando o momento certo. Um coisa dessas não poderia ser feita em público. Nunca!
Certamente, alguém inteligente como tu irias rir das idéias que se apossaram de mim. Sei que estás admirado com meu sangue frio, mas não te assustes, por favor. Foi apenas uma vez - para ser franco, acho que faria outras.
Podes até pensar, e estar afirmando em tua mente, que realmente sou um assassino, qualificado. Reafirmo e lhe asseguro que não sou. Apenas planejo com muita antecedência o que faço, para que não fiquem resquícios dos meus atos. Assassinos não são assim. Agem por instinto. Eu uso a sabedoria. Mas deixemos de falar de mim, por ora. Falemos dela, a terrível.
Sua audácia me consumia. Entendes que um homem não consegue viver à sombra de uma mulher? Pois comigo era assim. Minha criação patriarcal jamais me permitiria tal ato. Homens são mais fortes, são seres superiores. Mas digo isso com todo o respeito. Vós, mulheres, hão de compreender. Ela era tão audaciosa que nunca me fizera mal algum, mesmo com todo meu desprezo. Nem mesmo a voz havia levantado contra mim. Mas aquele gesto... ah sim, o gesto. Ele me deixava louco, parece que só eu percebia. Só eu me irritava. Mas não queria me precipitar. Aguardei o momento certo para cometer tal ato.
No primeiro mês de relacionamento aquilo era irrelevante. Conversávamos normalmente como seres civilizados. Ela queria saber sobre mim. És capaz de suspeitar, como eu suspeitei, que ela pudesse estar interessada em mim. Naturalmente, descartei essa possibilidade rapidamente. Nos encontrávamos diariamente. Tínhamos amigos em comum e trabalhávamos em locais próximos. Vê-la era inevitável.
Com o tempo, fui percebendo seu gesto. Passou a ser irritante. Em muitas de nossas conversas tentei lhe falar sobre isso. Sempre sem sucesso.
Pois nem lhe falei como ela era. Uma mulher, com uma aparência dura. O semblante era sempre tenso. Por vezes parecia estar descontraída. Seus olhos eram saltados, com grandes bolas pretas no centro. Orelhas pontudas e finas. Um corpo esquelético. Ninguém haveria de achá-la bonita. Nem sei como casou! Era um monstro.
O tempo continuou a passar e minha atração por aquele gesto aumentou. Não suportava mais olhar. Meu corpo não conseguia criar barreiras que o fizessem tornar a ser irrelevante. E logo passou a ser insuportável.
Uma raiva tão grande se apossou de mim. A crueldade. Queria dar cabo a toda irritação. Quis dar um tiro, a princípio. E depois de pensar profundamente, cheguei a conclusão que seria muito alarmante.
Fui para casa e por uma semana não saí de meu quarto. Senão apenas para alimentar-me e cumprir minhas necessidades fisiológicas. Tudo para planejar como iria acontecer. Havia descartado o uso de arma de fogo. Pensei em diversas possibilidades. Cheguei a ler o Manual do Assassino - não que eu seja um, como lhe expliquei. Tive, então, a brilhante constatação que deveria ser feito em minha casa. Convidei-a para um jantar e disse que poderia trazer sua família.
Fiquei deveras ansioso com a oportunidade. Podes imaginar o quanto. No entanto, seguiria meu plano até o fim. Iria aguardar até que cometesse o gesto falho. Conversávamos, todos, na sala de estar. Eu, ela, seu esposo e seus dois filhos. Por horas ficamos ali, até irmos para a mesa onde o jantar estava servido.
Olhava fixamente para ela. Comer? Nem pensar! Podes imaginar por quanto tempo eu esperei por tão grande oportunidade? Aquele momento era único. Até que então ela ergue sua mão e levou à cabeça. Desceu os dedos pelo cabelo e chegou as pontas. Enrolava os cabelos em seus dedos. Logo desviei o olhar. Entretanto, o infernal gesto se repetia com maior frequência. A cada instante repetia mais por mais vezes, com pequenos intervalos. Estás atento? Tal gesto me deixava inconfortável. Dominei-me e fiquei quieto. Irás reconhecer no fim de tudo que tentei evitar que acontecesse. Olhava para sua família e procurava me controlar.
Como poderiam conviver com uma mulher monstruosa mexendo em seu cabelo como uma criança ingênua. Isso era inadmissível! Eu procurava me controlar, mas sabia, que atrás da porta que dava acesso à sala de jantar, estava o instrumento do terror. A qualquer instante ele seria cometido. E foi num movimento longo e incessante que não me contive. Pedi licença - imagines tu, eu sendo educado, como posso ser um assassino?, - levantei-me, peguei o machado que estava à minha espera e num único movimento, combinado com um grito ensurdercedor, deitei a cabeça daquela terrível mulher sobre a mesa do jantar. Ali, em frente a sua família atônita.
Olhei para eles. Perguntei-lhes como aturaram aquela mexida no cabelo tanto tampo. Eles me questionaram sobre o que eu estava falando. Vês, ninguém percebia nada. Não poderia conviver com uma atitude tão brutal. E rapidamente matei os três. A morte seria melhor que o trauma de viver com a imagem da cabeça dentro de um prato.
Não espero que me consideres um assassino por ter matado e enterrado os quatro membros de uma família. Aliás, eles estão no quintal de minha casa e lembro deles em minhas preces noturnas. Entendes meu caso? Espero que sim, pois é impossível, insuportável, enfurecedor, conviver com uma mulher que insiste em mexer no seu cabelo, num gesto repetitivo. Ah... essas mereçem morrer .
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